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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tratamento da asma com Broncodilatadores

Os broncodilatadores mais usados na prática clínica são os β2-agonistas, que podem ser classificados em de curta ação, como o salbutamol, a terbutalina e o fenoterol, cujo efeito broncodilatador dura aproximadamente quatro a seis horas, ou de longa ação, como o salmeterol e o formoterol, com efeito de até 12 horas.
A maioria dos efeitos dos β2-agonistas é mediada pela ativação da adenilciclase e da produção intracelular de AMP cíclico (1). O β-receptor é constituído de sete domínios inseridos na membrana celular, disposto sem círculo.
Os β2-agonistas de curta duração estimulam domínios alcançados externamente, enquanto os de longa duração devem penetrar na membrana para estimular lateralmente o receptor, daí seu início retardado de ação. O formoterol exibe os dois mecanismos de ação, sendo de longa duração e de início rápido de ação.
O β-receptor é acoplado à proteína G e sua ligação leva a subunidade da proteína G a estimular a adenilciclase e a produção de AMP cíclico. Este ativa a proteína quinase A, que produz a maioria dos efeitos celulares do β-receptor.
Os β2-agonistas são parcialmente seletivos para os receptores β2, concentrando o seu efeito sobre a musculatura brônquica e poupando o sistema cardiovascular de paraefeitos indesejáveis.
Os broncodilatadores β2-agonistas de curta ação são as medicações de escolha para o alívio dos sintomas da asma, enquanto os β2 -agonistas de longa ação são fármacos que, associados à terapia de manutenção com corticosteróides inalatórios, atuam para o melhor controle dos sintomas.
O emprego de β2-agonistas de curta duração como tratamento isolado de manutenção não é recomendado; o uso freqüente (mais de duas vezes por semana) indica necessidade de tratamento antiinflamatório.
Quando administrados por via inalatória, esses medicamentos resultam em menos taquicardia e tremor. Raramente desencadeiam arritmias graves.
As opções disponíveis para uso inalatório são: solução para nebulização, aerossol dos imetrado e inaladores de pó. Em doses elevadas, podem contribuir para hipopotassemia. Efeitos centrais são incomuns e incluem cefaléia, ansiedade, sedação, fadiga, náuseas e vômitos. Pode haver hipoxemia, em geral discreta, por piora da relação ventilação/perfusão. Em tratamento intensivo, os β2-agonistas têm sido empregados por via endovenosa ou subcutânea.
Os β2 de longa duração têm efeito por até 12 horas. Duas preparações são disponíveis: salmeterol e formoterol.
O início de ação do formoterol é rápido, semelhante ao dos β2 de curta duração (um minuto), ao passo que o salmeterol tem início de ação em 20 minutos, com pico de efeito entre duas e três horas, aproximadamente.
Esses medicamentos não têm ação antiinflamatória, não devendo ser usados isoladamente para o tratamento da asma.
Em caso de crise, um β-2 de ação rápida deve ser preferido, não se reduzindo seu efeito se tiver havido uso prévio de β2 de ação prolongada (locais distintos de estimulação do β-receptor). Entretanto, há evidências de que o formoterol induza melhor controle da asma que os β2 de curta ação, podendo ser também utilizado como droga de resgate.
À semelhança dos agentes de curta duração, pode-se demonstrar tolerância em nível laboratorial, com perda do efeito broncoprotetor, com o uso contínuo destes agentes, porém a importância clínica não foi estabelecida.
Os efeitos adversos dos β2 de ação prolongada são semelhantes aos dos β2 de curta duração e incluem tremor, taquicardia e hipocalemia.
Vários estudos demonstraram que a adição de β2-agonistas de ação prolongada ao corticosteróide inalado leva a melhor controle da asma do que a duplicação da dose do corticosteróide.
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