Causas, sintomas e tratamento da asma, dicas e conselhos para prevenir e evitar a asma, nomeadamente a exposição aos factores alérgenos que motivam a asma. Muita informação útil para obter melhor qualidade de vida e saúde.


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sábado, 13 de setembro de 2014

Como é tratada a asma

Você pode controlar a sua asma e evitar um ataque, se tomar o medicamento exatamente como o seu médico prescreveu para fazer, e evitando situações que possam causar um ataque de asma.
Nem toda a gente com asma toma o mesmo medicamento. Alguns medicamentos podem ser inalados, e outros podem ser tomados como uma pílula. Medicamentos para a asma surgem em dois tipos, de alívio imediato e controle a longo prazo. Medicamentos de alívio rápido ajudam a controlar os sintomas de um ataque de asma. Se você precisar de usar seus medicamentos de alívio imediato muitas vezes, deve consultar o seu médico para ver se você precisa de um medicamento diferente. Medicamentos de controle a longo prazo ajudam a ter menos e mais leves ataques de asma, mas eles não ajudam se você estiver a ter um ataque de asma.
Medicamentos para a asma podem ter efeitos colaterais, mas a maioria dos efeitos secundários são ligeiros e logo desaparecem. Pergunte ao seu médico sobre os efeitos colaterais de seus medicamentos.
O que importa sempre SABER é que você pode controlar a sua asma. Com a ajuda de seu médico, implemente o seu próprio plano de manejo da asma, de modo que você saiba o que fazer com base em seus próprios sintomas. Decida as pessoas próximas de si que devem ter uma cópia de seu plano de tratamento, principalmente para as crises de asma, de modo a que estas possam ajudar nestas alturas se for necessário. Tome o seu medicamento de controle a longo prazo, mesmo quando você não tem sintomas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cromonas no tratamento da asma

Embora consideradas antiinflamatórias, a redução da hiper-responsividade brônquica observada com a utilização das cromonas é modesta. O nedocromil e o cromoglicato bloqueiam os canais de cloro da membrana celular dos mastócitos, eosinófilos, nervos e células epiteliais. Os canais de cloro são usualmente fechados, mas abrem-se quando existe ativação celular, com entrada de cálcio e degranulação dos mastócitos. As cromonas restauram os canais para a posição fechada, aumentando o limiar para sua ativação.
Ambas as drogas são seguras e têm raros efeitos colaterais. O nedocromil não está mais disponível em nosso meio e o cromoglicato tem como maior desvantagem a necessidade de ser administrado quatro vezes ao dia.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Corticosteróides sistêmicos no tratamento da asma

Prednisona ou prednisolona são os corticosteróides mais utilizados e, por terem meia-vida intermediária, induzem menos efeitos colaterais.
Os corticosteróides orais para controle podem ser necessários em alguns pacientes com asma persistente grave, não estabilizados com outros medicamentos.
Deve-se buscar a dose mínima suficiente para controlar cada paciente e administrá-la de uma só vez.
Uso em dias alternados pode reduzir os efeitos adversos.
Os corticosteróides sistêmicos são essenciais nas exacerbações quando não há resposta satisfatória aos broncodilatadores, devem ser usados precocemente, e preferencialmente por via oral. A dose, a duração do seu uso e a via de administração dependem da gravidade da crise, da história prévia de exacerbações graves, do uso prévio de corticosteróide e da dose do corticosteróide inalatório em uso corrente. Em pacientes com exacerbações leves, em uso de doses baixas de corticosteróide inalatório, a dose pode ser apenas aumentada.
Em crises graves ou em pacientes já em uso de doses elevadas de corticosteróide inalatório, corticosteróide oral ou parenteral deve ser empregado.

Tratamento da asma com corticosteróides inalatórios

Os corticosteróides inalatórios são os fármacos que oferecem melhor relação custo/risco/benefício para o controle da asma persistente. Sua utilização tem sido associada à redução da mortalidade e das hospitalizações por asma.
A terapia inalatória com corticosteróides na asma só foi possível com a introdução de agentes que reuniram máxima potência tópica e mínima biodisponibilidade sistêmica. Estas características foram alcançadas com os agentes lipossolúveis de alta afinidade ao receptor e rápida inativação na primeira passagem pelo fígado, após absorção sistêmica. Logo após o uso do corticosteróide inalado, parte da droga depositada na orofaringe é deglutida e absorvida. A biodisponibilidade sistêmica total é a soma das frações absorvidas do pulmão, trato digestivo e mucosa oral.
Existem, entretanto, diferenças de potência clínica quando as doses nominais das diversas preparações são comparadas: flunisolida. – triamcinolona < beclometasona < budesonida < fluticasona. Budesonida e fluticasona têm melhor índice terapêutico que os demais. Os dispositivos para administração podem afetar a potência terapêutica dos corticosteróides inalatórios. A budesonida por sistema Turbuhaler® tem deposição duplicada em relação ao aerossol dosimetrado, aumentando a eficácia clínica.
Consideram-se doses baixas/médias de corticosteróides inalatórios as inferiores a 800mcg de beclometasona/dia em adultos e 400mcg/dia em crianças, e, doses altas, acima desses valores.
Os corticosteróides inalatórios são usualmente utilizados duas vezes ao dia. Em pacientes graves, ou durante exacerbações, a freqüência poderá ser elevada para três ou quatro vezes ao dia.

Corticosteróides no tratamento da asma

São os fármacos de escolha no tratamento de manutenção dos pacientes com asma persistente. Após penetrar na célula, o corticosteróide une-se a um receptor, sendo então transportado ao núcleo, onde se liga a seqüências do DNA, resultando em indução ou supressão de diversos genes envolvidos na produção de citocinas, moléculas de adesão e receptores relevantes no processo da inflamação. Estudos de biópsias brônquicas em pacientes com asma demonstraram que os corticosteróides inalados reduzem o número e a ativação das células inflamatórias e a HR das vias aéreas. Enquanto a redução dos sintomas é rápida, melhora significativa da inflamação e da função pulmonar ocorrem em dias ou semanas, e a modificação da HR, ao longo de vários meses.

Tratamento da asma com xantinas

A teofilina e a aminofilina são broncodilatadores de baixa potência e elevado risco de efeitos colaterais.
Todavia, além de broncodilatadoras, as xantinas parecem ter alguma ação antiinflamatória, equiparável à dose baixa de beclometasona inalatória ou equivalente.
A aminofilina é uma opção secundária de broncodilatador para alívio imediato dos sintomas da asma. Seu uso como medicação de alívio deve restringir-se a pacientes hospitalizados, de preferência em infusão contínua.
As teofilinas de liberação lenta podem ser administradas como fármacos de controle, para evitar exacerbações. São superiores às de ação curta por determinarem menor oscilação dos níveis séricos, melhorarem a adesão e oferecerem melhor proteção contra a asma noturna. Entretanto, sua eficácia para o controle de sintomas noturnos é inferior à obtida com uso dos β2-agonistas de longa duração, por via inalatória.
A margem terapêutica das xantinas é muito estreita, isto é, a dose tóxica é próxima da dose terapêutica. Por outro lado, seus níveis séricos, devido ao seu metabolismo hepático, podem ser marcadamente afetados por diversos fatores, incluindo idade, dieta, doenças e interações com outras drogas, tudo contribuindo para a complexidade no uso seguro destas medicações. Entre as drogas utilizadas para tratamento da asma, as xantinas têm o maior potencial para toxicidade grave.
Sintomas gastrointestinais podem ser intoleráveis para alguns pacientes, mesmo nas doses terapêuticas usuais.
No início do tratamento os efeitos colaterais podem ser reduzidos por elevação gradual das doses. Náuseas, diarréia, vômitos, cefaléia, irritabilidade e insônia são comuns quando a concentração sérica excede 20mcg/ml, e convulsões, encefalopatia tóxica, hipertermia, dano cerebral e morte podem ocorrer em concentrações séricas maiores. Hiperglicemia, hipocalemia, hipotensão e arritmias cardíacas podem também ocorrer, especialmente após superdosagem aguda. Pacientes idosos e lactentes têm maior risco de toxicidade.
A bamifilina é uma xantina com menor incidência de efeitos colaterais (exceto reações de pele), mas faltam estudos comparando sua eficácia em relação à teofilina.

Tratamento da asma com anticolinérgicos

O brometo de ipratrópio tem um efeito broncodilatador que se deve à redução do tônus colinérgico intrínseco das vias aéreas.
Possui início lento de ação, com efeito máximo entre 30 minutos e uma hora após a administração. Sua ação broncodilatadora é inferior à dos β2-agonistas e sua utilização é limitada no manejo da asma a longo prazo. Na asma aguda grave, tem efeito adicional aos β2-agonistas com comprovada relação custo-efetividade. O brometo de ipratrópio é o tratamento de escolha para broncoespasmo induzido por betabloqueadores.

Tratamento da asma com Broncodilatadores

Os broncodilatadores mais usados na prática clínica são os β2-agonistas, que podem ser classificados em de curta ação, como o salbutamol, a terbutalina e o fenoterol, cujo efeito broncodilatador dura aproximadamente quatro a seis horas, ou de longa ação, como o salmeterol e o formoterol, com efeito de até 12 horas.
A maioria dos efeitos dos β2-agonistas é mediada pela ativação da adenilciclase e da produção intracelular de AMP cíclico (1). O β-receptor é constituído de sete domínios inseridos na membrana celular, disposto sem círculo.
Os β2-agonistas de curta duração estimulam domínios alcançados externamente, enquanto os de longa duração devem penetrar na membrana para estimular lateralmente o receptor, daí seu início retardado de ação. O formoterol exibe os dois mecanismos de ação, sendo de longa duração e de início rápido de ação.
O β-receptor é acoplado à proteína G e sua ligação leva a subunidade da proteína G a estimular a adenilciclase e a produção de AMP cíclico. Este ativa a proteína quinase A, que produz a maioria dos efeitos celulares do β-receptor.
Os β2-agonistas são parcialmente seletivos para os receptores β2, concentrando o seu efeito sobre a musculatura brônquica e poupando o sistema cardiovascular de paraefeitos indesejáveis.
Os broncodilatadores β2-agonistas de curta ação são as medicações de escolha para o alívio dos sintomas da asma, enquanto os β2 -agonistas de longa ação são fármacos que, associados à terapia de manutenção com corticosteróides inalatórios, atuam para o melhor controle dos sintomas.
O emprego de β2-agonistas de curta duração como tratamento isolado de manutenção não é recomendado; o uso freqüente (mais de duas vezes por semana) indica necessidade de tratamento antiinflamatório.
Quando administrados por via inalatória, esses medicamentos resultam em menos taquicardia e tremor. Raramente desencadeiam arritmias graves.
As opções disponíveis para uso inalatório são: solução para nebulização, aerossol dos imetrado e inaladores de pó. Em doses elevadas, podem contribuir para hipopotassemia. Efeitos centrais são incomuns e incluem cefaléia, ansiedade, sedação, fadiga, náuseas e vômitos. Pode haver hipoxemia, em geral discreta, por piora da relação ventilação/perfusão. Em tratamento intensivo, os β2-agonistas têm sido empregados por via endovenosa ou subcutânea.
Os β2 de longa duração têm efeito por até 12 horas. Duas preparações são disponíveis: salmeterol e formoterol.
O início de ação do formoterol é rápido, semelhante ao dos β2 de curta duração (um minuto), ao passo que o salmeterol tem início de ação em 20 minutos, com pico de efeito entre duas e três horas, aproximadamente.
Esses medicamentos não têm ação antiinflamatória, não devendo ser usados isoladamente para o tratamento da asma.
Em caso de crise, um β-2 de ação rápida deve ser preferido, não se reduzindo seu efeito se tiver havido uso prévio de β2 de ação prolongada (locais distintos de estimulação do β-receptor). Entretanto, há evidências de que o formoterol induza melhor controle da asma que os β2 de curta ação, podendo ser também utilizado como droga de resgate.
À semelhança dos agentes de curta duração, pode-se demonstrar tolerância em nível laboratorial, com perda do efeito broncoprotetor, com o uso contínuo destes agentes, porém a importância clínica não foi estabelecida.
Os efeitos adversos dos β2 de ação prolongada são semelhantes aos dos β2 de curta duração e incluem tremor, taquicardia e hipocalemia.
Vários estudos demonstraram que a adição de β2-agonistas de ação prolongada ao corticosteróide inalado leva a melhor controle da asma do que a duplicação da dose do corticosteróide.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Medicamentos mais utilizados para tratamento da asma

Os medicamentos para asma podem ser divididos em duas categorias, conforme o objetivo da sua utilização
  1. fármacos para melhora dos sintomas agudos (β2-agonistas com rápido início de ação, brometo de ipratrópio e aminofilina);
  2. fármacos para manutenção, usados para prevenir os sintomas (corticosteróides inalatórios e sistêmicos, cromonas, antagonistas de leucotrienos, β2-agonistas de longa duração e teofilina de liberação lenta).

Indice de todos os artigos do blog sobre ASMA

Para se tornar mais fácil localizar os artigos deste blog relativos a tudo o que diz respeito a ASMA, aqui fica um índice com todos os artigos:
  1. Os sintomas da asma
  2. O que é a asma
  3. Diagnóstico da asma
  4. Objectivo do tratamento da asma
  5. Anticolinérgicos no tratamento da asma
  6. Perguntas importantes para diagnosticar a asma
  7. Diagnóstico da alergia associada à asma
  8. Classificação da gravidade da asma
  9. Etapas do tratamento de manutenção da asma
  10. Asma no idoso
  11. Asma na gravidez
  12. Asma e cirurgia
  13. Asma no lactente
  14. Medicamentos preventivos para asma (anti-inflamatórios)
  15. Imunoterapia da asma
  16. Como prevenir a asma
  17. Como se manifesta a asma
  18. Causas das crises de asma
  19. Avaliação da asma nas crianças
  20. Tratamento da asma nas crianças
  21. Medicamentos mais utilizados no tratamento da asma
  22. Asma induzida pelo exercicio fisico
  23. Tratamento da asma com broncodilatadores
  24. Tratamento da asma com anticolinérgicos
  25. Tratamento da asma com xantinas
  26. Corticosteróides no tratamento da asma
  27. Tratamento da asma com corticosteróides inalatórios
  28. Corticósteroides sistêmicos no tratamento da asma

Tratamento da asma nas crianças

O tratamento depende da gravidade e da natureza da doença: esta deve ser controlada para que possam ser prevenidos os sintomas incómodos, durante o dia e a noite, evitando crises graves, com pouca ou  enhuma necessidade de medicação de alívio, tendo a função respiratória normal ou próxima do normal. Se for diagnosticada alguma alergia específica, deve ser evitado o contacto com o agente causal.

Antes de dar qualquer medicamento a uma criança, saiba para que serve, como e quando deve ser tomado a duração do tratamento e seus efeitos negativos.

Para cada criança, deve escolher-se o sistema de inalação mais adequado:
As crianças até aos cinco anos de idade deverão usar um aerossol pressurizado, com uma câmara expansora e máscara facial (<2 anos) ou peça bucal (>3 anos).
Acima dos cinco anos de idade, podem ser utilizados os inaladores pressurizados, com a ajuda de câmara expansora ou inalador de pó seco (s/crise).
As crianças em crise aguda, devem preferencialmente utilizar um aerossol pressurizado com câmara expansora ou nebulizador.
Em crianças em idade escolar, o uso do Peak Flow Meter no domicílio é muito importante no acompanhamento da doença, e quando a criança pressente que vai entrar em crise.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Etapas do tratamento de manutenção da asma

As Etapas do tratamento de manutenção da asma são as seguintes:

I – Asma intermitente

Utilizar β2 de curta duração por via inalatória para alívio dos sintomas.

II – Asma persistente leve
  • Utilizar β2 de curta duração por via inalatória para alívio dos sintomas.
  • Iniciar terapia antiinflamatória de manutenção. A primeira escolha é corticosteróide inalatório, por exemplo, beclometasona (400 a 800mcg/dia em adultos e 200 a 400mcg/dia em crianças) ou outro corticosteróide inalatório em doses equivalentes.

Alternativas:

– antileucotrienos para quem prefere a via oral ou
– cromoglicato dissódico, especialmente para crianças.

III – Asma persistente moderada
  • Utilizar β2 de curta duração por via inalatória para alívio dos sintomas.
  • Manter as mesmas doses de corticosteróide inalatório da etapa II, associando a β2 de longa duração, ou duplicar a dose de corticosteróide inalatório.
  • Quando os sintomas persistirem com os tratamentos anteriores, utilizar doses elevadas de corticosteróide inalatório, associado a β2 de longa duração com ou sem antileucotrienos e/ou teofilina.
IV – Asma persistente grave
  • Utilizar corticosteróide por via oral na menor dose necessária para controle dos sintomas, mantendo as medicações da etapa anterior.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Anticolinérgicos no tratamento da asma

São, pouco utilizados no tratamento de manutenção da asma. No manejo da crise aguda de asma, a associação dessa droga com um beta2-agonista de curta ação promove benefícios clínicos e funcionais significativos, especialmente em pacientes com VEF1 inferior a 30% do previsto e com duração dos sintomas da crise de asma superior a 24 horas, reduzindo, inclusive, as taxas de hospitalização. É o broncodilatador de escolha para o broncoespasmo induzido pelos beta-bloqueadores. O anticolinérgico disponível é o brometo de ipratrópio.

Objectivo do tratamento da asma

Os objetivos do tratamento da asma são essencialmente:
  • Manter o paciente sem sintomas com a menor dose possível de medicação.
  • Minimizar os efeitos da exposição crônica das vias aéreas ao processo inflamatório, impedindo a perda acelerada da função pulmonar e o conseqüente remodelamento das vias aéreas.
  • Evitar que os pacientes faltem ao trabalho e à escola e passem a exercer suas atividades normais.
  • Manter função pulmonar normal ou a melhor possível, estabelecendo-se um nível de função pulmonar adequado para manter o paciente assintomático.
  • Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio e reduzir as idas à emergência e as hospitalizações.
  • Reduzir a necessidade de cursos de corticosteróides sistêmicos.
  • Prevenir a morte.
Índice dos artigos relativos a Asma